Vem aí a Associação Latino-Americana de Prevenção de Perdas

Vem aí a Associação Latino-Americana de Prevenção de Perdas

Um sonho que pode tornar-se realidade. Assim Carlos Eduardo Santos, presidente da Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe), comenta sobre a possibilidade da criação, em breve, da Associação Latino-Americana de Prevenção de Perdas (Alappe). As discussões, que já ocorriam de maneira informal nos bastidores há algum tempo, ganharam mais força no ano passado durante uma viagem de Santos à Cartagena, na Colômbia, e mais recentemente em encontro com profissionais do setor na Cidade do México, no México, no final de novembro. E elas deverão ser intensificadas em 2020.

 

Na prática, a criação da Alappe seria uma consequência da própria Abrappe, criada em setembro de 2018. “Já pensávamos que isso pudesse ocorrer brevemente. Compartilhei isso no México e os profissionais das redes varejistas por lá abraçaram a causa”, argumenta Santos. O Brasil, segundo ele, pode encabeçar esse movimento, pois o varejo brasileiro é um dos mais maduros nas Américas. E é a região onde a prevenção de perdas tem atuado de maneira mais estratégica nas empresas.

 

O primeiro passo para a futura criação da Alappe já foi dado. Um grupo no WhatsApp, assim como já ocorrera nos primórdios da Abrappe, foi montado com profissionais das principais redes varejistas de países como o México e do Brasil. Por aqui, Santos diz que já há uma grande manifestação para que alguns nomes sejam incluídos. “Mas vamos analisar, estudar as empresas e profissionais que poderão ser convidados a fazer parte desse grupo. Teremos alguns critérios básicos, como convidar executivos de prevenção de perdas cuja rede opera em países da América Latina”, destaca o presidente.

 

Se no caso da Abrappe comissões regionais foram criadas nos Estados, com a Alappe o desafio será encontrar profissionais de prevenção de perdas nas principais redes varejistas nas Américas. “O que todos nós queremos é criar uma associação com os mesmos propósitos da Abrappe, promover fóruns e palestras e preparar uma pesquisa de perdas na América Latina”, destaca Santos. “Ter essa troca de informações e a sinergia entre as redes do continente serão fundamentais para desenvolvermos boas práticas que culminem com um varejo cada vez mais lucrativo”, completa.