16 dicas de prevenção de perdas para os supermercados

16 dicas de prevenção de perdas para os supermercados

Você, supermercadista, sabe quanto registra de prejuízo com as perdas de produtos mensalmente, sejam elas identificadas ou não-identificadas, em sua loja ou em toda a rede? Para um setor que trabalha com margens bem apertadas, em média de 2%, as perdas são muito significativas em seu negócio. Só em 2019, segundo a 20ª Avaliação de Perdas no Varejo Brasileiro de Supermercados, apurada pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) em parceria com a Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe), elas somaram R$ 6,9 bilhões, o que corresponde a 1,82% do faturamento bruto do setor (R$ 378,3 bilhões).

Por isso, atuar na prevenção de perdas é essencial para o supermercadista, ainda mais em tempos difíceis para aumentar as vendas e reduzir os custos. Quanto mais eficiente for a gestão de prevenção de perdas, melhor para o varejista, que passa a ter um grande diferencial competitivo.

Mas quando se fala em uma perda média de 2%, é importante ressaltar que esse índice, com certeza, e maior entre as empresas sem maturidade na cultura de prevenção de perdas. Mas, felizmente, passados 25 anos, desde quando surgiram as primeiras discussões em grupos do varejo, o tema só foi ganhando espaço aos poucos no Brasil na última década.

Perdas identificadas e não identificadas

Há dois tipos de perdas no varejo: as perdas identificadas e as perdas não identificadas. Na primeira as perdas ocorrem em razão de erros de manuseio, manipulação e produtos avariados, bem como vencidos (consequência da falta de controle de estoque e logística pouco eficientes). No segundo grupo, o destaque são, por exemplo, os furtos internos e externos e fraudes de funcionários (desvio de produtos, etc) e clientes (troca de etiquetas, degustação de produtos, etc). Nesse último, algo muito comum entre os fraudadores no checkout é a troca de etiquetas de itens mais caros por aqueles mais em conta.

Infelizmente, erros operacionais e administrativos, além da existência de fraudadores prontos para agir, sempre serão presentes no varejo. Portanto, varejista, esteja atento para atuar na prevenção de perdas. Para isso, confira 16 dicas primordiais que Marcos Altemari e Adilson Souza, profissionais de prevenção de perdas associados à Abrappe, elencaram para você:

Dicas de prevenção de perdas

1 – Implante e dissemine a cultura de prevenção de perdas em todos os setores da empresa, criando sinergia entre as áreas; ela, para ter sucesso, exige o engajamento de todos os funcionários e da alta administração.
2 – Crie um comitê de prevenção de perdas com membros de outras áreas com foco em criar soluções e processos para controle e redução das perdas e aumento da lucratividade da empresa.
3 – Crie um Departamento de Prevenção de Perdas bem estruturado, treinado e capacitado, com foco na identificação de perdas totais e elaboração de processos para mitigação e controle delas.
4 – Desenvolva, em conjunto com a área de recursos humanos, um programa de treinamento, capacitação e conscientização das áreas operacionais com foco na redução e controle das perdas com endomarketing e cultura de prevenção de perdas, também com foco no gerenciamento das perdas ampliadas.
5 – Tenha definido o plano de rondas esporádicas e o plano de ação para inibição de furto – pessoas da loja circulando nas áreas críticas.
6 – Tenha uma área de inteligência e monitoramento dos estoques, dos processos e mapeamento de vulnerabilidades (com checklists e indicadores)
7 – É fundamental ter um bom controle de pedidos x média de vendas e abastecimento, assim você reduz o risco de comprar mercadoria demais e não conseguir vender, ou comprar de menos e tê-los encalhado nas prateleiras.
8 – Tenha um calendário padrão para a realização de inventários periódicos de ajustes, inventário geral e “curva” ABC de vendas, com acompanhamento dos inventários cíclicos e gerais.
9 – Fique atento às movimentações suspeitas na loja, especialmente com pessoas em grupos e aquelas com mochilas, sacolas e bolsas muito grandes; em caso de abordagem, seja muito assertivo e o faça com muita delicadeza.
10 – Abasteça de forma organizada e dentro da capacidade definida os produtos na gôndola; eles devem ser pensados a partir de dois pontos: garantir a qualidade e a segurança operacional, além de incentivar a compra.
11 – Defina o layout da loja considerando a lógica de prevenção de perdas, onde os produtos visados e atrativos fiquem mais próximos aos caixas e áreas de ocupação de equipe de segurança operacional.
12 – Trate de forma diferenciada os produtos PAR (produto de alto risco) com exposição e capacidade na área de vendas; produtos expostos com segurança são mais vendidos do que aqueles confinados em prateleiras fechadas.
13 – Invista em tecnologia, como antenas nas portas e etiquetas antifurtos para SKUs ofensores de perdas (perfumaria, fatiados, alcoólicos, açougue, etc), CFTV estrategicamente distribuído no ambiente e sistema de monitoramento na área de checkout e de recebimento de mercadorias.
14 – Faça análise detalhada da causa-raíz das perdas e crie um plano de trabalho sustentável de redução de índices, com metas claras e tangíveis para todos os funcionários, especialmente da área de prevenção de perdas.
15 – É de fundamental importância a organização e o trabalho com indicadores-chave (KPIs) e o monitoramento constante dos resultados para a identificação das deficiências e criar estratégias assertivas para correção.
16 – Amplie o foco da redução e controle das perdas; trabalhe com o conceito de perda ampliada (perdas no estoque, perdas financeiras, perdas administrativas, perdas comerciais, perdas legais, etc) com foco no aumento da lucratividade – como se percebe, nesse cenário não se mede apenas as perdas de mercadorias, mas há muitas outras variáveis de perdas em uma empresa em que se pode mitigar e controlar.

Fonte: Associação Brasileira de Prevenção de Perdas

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