Índice de 1,36% faz perdas atingirem R$ 22,44 bilhões

Índice de 1,36% faz perdas atingirem R$ 22,44 bilhões

A 3ª Pesquisa Abrappe de Perdas no Varejo, apresentada no dia 24 de setembro, aponta queda no índice de 1,38% (2018) para 1,36% (2019), que representa, em valores, R$ 22,44 bilhões sobre a movimentação de R$ 1,65 trilhão do varejo restrito, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Embora a diferença entre 2018 e 2019 tenha sido pequena, alguns setores do varejo tiveram uma variação maior. Perfumarias (1,99% de perda total), drogarias (1,23% de perda total) e lojas de departamentos (1,36% de perda total) foram os que tiveram as maiores altas, excluindo os formatos de supermercados que tradicionalmente apresentaram as maiores diferenças.

Na contrapartida, a pesquisa mostra que os setores de Moda (0,53% de perda total) e Eletro/Móveis (0,27%) possuem os menores índices de perdas. Embora possuam algumas categorias que geram a oportunidade de furtos (celulares e jeans), eles contam com um modelo de atendimento assistido, que intimida a prática de delitos nas lojas. 

Na comparação dos 15 setores pesquisados, os três formatos de supermercados (Tradicional, Vizinhança e Conveniência) são responsáveis pelos maiores índices de perdas do varejo brasileiro. Entre eles, o que apresentou a maior porcentagem de perda foi o varejo de Lojas de Conveniências, com 3,32%, seguido de perto pelas Lojas de Vizinhança, que apresentaram índice de 2,97%. Ambos também lideram o ranking geral.

Com uma das maiores variações, o segmento de Perfumarias viu crescer em 0,4% (1,92% em 2018 e 1,99% em 2019) o índice de perda. “Geralmente, o setor é um dos mais afetados por práticas criminosas dado o apelo dos produtos cobiçados, como perfumes e maquiagens. O segmento precisa investir mais em boas práticas de prevenção de perdas”, avalia Carlos Eduardo Santos, presidente da Abrappe.

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