Prevenção de perdas no melhor momento para agregar valor

Abrappe

Prevenção de perdas no melhor momento para agregar valor

Aos poucos, o varejo em todo o país está voltando a operar. É bem verdade que muito longe do que o setor gostaria, mas a retomada traz um alívio para trabalhadores e empresários. Essa foi a constatação dos profissionais de prevenção de perdas que participaram da reunião da diretoria executiva da Abrappe em maio. Na pauta, além das lições aprendidas no gerenciamento do covid-19, a preparação para o retorno das operações e proteção do caixa, a certeza, como diz Carlos Eduardo Santos, presidente da associação, de que a área de prevenção de perdas, no cenário de perda ampliada, está no melhor momento para agregar valor às companhias.

Factory worker using application on mobile smartphone to operate automation for modern trade. Checking order in large warehouse. Import and export the shipping cargo.

O conceito de perda ampliada estende a atuação da prevenção para todos os outros tipos de perdas da empresa. Assim, torna-se fundamental a integração das áreas de auditoria, gerenciamento de riscos, segurança e gestão de estoques. “Os varejos supermercadista e farma têm muito a ensinar aos outros setores, porque como atividades essenciais, atuaram durante a pandemia. É hora de vermos quem fez lição de casa, pois ainda não sabemos que impacto a economia terá nessa retomada. É certo que as empresas terão que renegociar contratos, reduzir despesas e preservar o caixa”, destaca Santos.

É nesse cenário que o presidente da Abrappe diz que os profissionais de prevenção de perdas terão um papel fundamental. “O varejo atua com margens reduzidas e terá, para manter a rentabilidade do negócio, que trabalhar com o menor custo possível. E somos nós, de prevenção de perdas, que vamos colaborar para que isso aconteça”, afirma o executivo. “É chegada a hora de mostrarmos o papel extremamente estratégico que a prevenção de perdas tem na empresa”, completa.

A adoção do conceito da perda ampliada faz com que uma área antes limitada para o monitoramento das perdas físicas de produtos, possa atuar como protagonista para outras perdas relevantes da empresa, como ruptura, redução de custos e despesas gerais, melhoria contínua da produtividade, risco de imagem, crimes cibernéticos, perdas financeiras na operação e perdas no e-commerce, entre outros.

A pandemia do novo coronavírus já fez o comércio varejista brasileiro acumular uma perda de R$ 200,71 bilhões, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A estimativa considera o volume que deixou de ser vendido desde o início das medidas de isolamento social contra a disseminação da covid-19, na segunda quinzena de março, até a primeira semana de junho.

No Comments

Post A Comment